POR EDUARDO VINÍCIUS
A “grande esperança” para a América Latina, desonradamente perseguida pelos três mártires da era não cristã, pelos três Cavalheiros do Cálice de Líquido Vermelho, não somente não vingou completamente para os seus súditos, como encontrou barreiras demoníacas no caminho. A operação Socialismo do Século XXI, com o brasão do anticapitalismo em governos recordistas de tempo, perdeu o crédito no mercado político devido à miséria que assola as terras onde se consideram reis.
Para esses Cavalheiros, parece que ainda vivemos a herança do período colonial sob o peso das folhas de ouro de As Veias Abertas da América Latina, através das quais aprendemos que nos dopamos com o veneno europeu e, logo depois, com o imperialismo yankee. O recorde de tempo do governo do comandante cancerígeno Hugo Chávez, do aimará populista Evo Morales e del compañero Fidel Castro não é obra de políticas que direcionaram os seus castelos para um paraíso, pois os cálculos revolucionários os colocaram apenas abaixo da linha da pobreza. É obra da foice e do martelo, cujas cores denotam, para as almas medíocres e para os canalhas, igualdade, paz, amor e o fim dos porcos capitalistas no mundo!
Mas em um momento específico da história latino-americana, uma nuvem negra do tipo que ocorre em quadrinhos carregou uma mensagem urgente cujo conteúdo expressava a necessidade de mudança de estratégia. É possível que o balãozinho tenha sido desenhado a quatro mãos: por Antonio Gramsci e pelo atual presidente da República da China, Hu Jintao.
Os três Cavalheiros do Cálice já podem morrer, pois o continente já sabe onde está o tesouro sagrado do século XXI e não admite processos revolucionários sem ser por meio de métodos democráticos.
As tramas desenvolvidas nos imensos porões do Foro de São Paulo já estão apresentando resultados.
